LIVRO DE ARTES PARA A CRIANÇADA • ART BOOK FOR CHILDREN

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Aloha! 2018 já chegou em velocidade 5 por aqui e antes de mais nada, te desejo tudo de mais lindo que há nesse mundão para este novo ciclo 😀

No finalzinho do ano passado concluí um projeto muito bacana para a editora FTD (Brasil): ilustras mil para o livro de Artes para a criançada. Para o projeto ilustrei principalmente as brincadeiras descritas no livro, como Ciranda dos Bichos, Lagarta Pintada e Se Mexendo no Espaço! Confesso que não conhecia muitas dessas brincadeiras e é por isso que o processo criativo foi ainda mais divertido pra mim. É bom destacar que eu procurei trabalhar com expressões mais exageradas para as crianças – isso traz um tom mais espontâneo para o material e não cria nenhum tipo de dúvida em relação ao mood do momento. Espero que você curta! E claro, dá para conferir o projeto completo aqui ou aqui!

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Aloha! 2018 just began super powerful around here and before we start it, I’d like to wish the very best this year 😀

In the end of the last year I created a lovely project for FTD (Brazil): several illustrations for a Children’s Art Book! For this job, I illustrated some playful Brazilian activities, like Ciranda dos Bichos, Lagarta Pintada and Se Mexendo no Espaço! I have to confess that I didn’t know a lot of these games and that’s why it was so fun to work on this project. It’s good to know that my main intention was to work with exaggerated expressions for the characters, because I wanted to give a sponteneous approach and make sure the children got the ideas. Hope you like it! And sure, you can see the complete project here ou here.

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ILUSTRA QUE VIROU CANGA!

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Esse é um job que fiz há um tempo, mas pra quem trabalha com ilustração – já sabe que precisa segurar a ansiedade, porque muitas vezes não podemos falar ou mostrar nada sobre um projeto antes dele ser produzido!

A Ana, da Solea Cangas, veio falar comigo sobre o seu projeto e da sua vontade de criar estampas que tivessem tudo a ver com o lifestyle de Miami. Apesar da marca ser vendida por lá, ela queria que eu trouxesse toda a alegria brazuca para a peça. O tema escolhido foi uma dançarina de salsa típica de lá e ela me mandou uma série de referências e…foi muito divertido! Aqui tu confere como ficou! Ah e a canga está disponível para compra aqui!

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This is a project I did a while ago, but as you might know, as an illustrator you have to contain yourself, cause most of the times we can’t show anything before the client allows it!

Ana, from Solea Cangas wanted to create illustrations that reminds the Miami lifestyle, but she wanted to add some brazillian charm! The theme chosen was a typical salsa dancer e she sent me a lot of references to do that…it was so fun! Here’s a little bit of the project. Hope you like it! And of course, you can buy here!

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UM POUCO SOBRE O PROCESSO CRIATIVO DA DESATADORA

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Resolvi contar um pouquinho sobre algumas criações que faço para a minha Lojinha! Todo mês a Coleção Bença ganha um novo integrante, tudo decidido a partir de mensagens da freguesia e dos nossos revendedores queridos espalhados pelo Brasil-il. E nesse mês a escolhida foi a Nossa Senhora Desatadora dos Nós!

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Nos primeiros esboços eu já queria me inspirar na ideia da pintura clássica – criada em 1700 pelo artista alemão Johann Schmidtner, mas adicionando um jeito mais tupiniquim e divertido: a pele indígena, o olhar forte, uma linda coroa de estrelas e os anjinhos que trazem um tom imaginativo com seus cabelos coloridos, olhos enormes e com altas doses de doçura. (this post is also in English – check it out)

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“O ILUSTRADOR DO AMANHÔ (não resisti)

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Semana passada eu fui assistir Ghost in the Shell (A Vigilante do Amanhã). E já admito: só vi alguns trechos do animé e não me lembro direito. Então fui neutra, sem qualquer expectativa. Como ilustradora eu poderia falar sobre os personagens do filme: Major, a Gueixa, Batou (que amei) ou dos concepts de cair o queixo criados por Maciej KuciaraMas como eu já imaginava, a história roubou a cena. E talvez pelo fato dos temas serem tão universais, essa obra prima criada por Shirow há 20 anos (mãe Diná fellings), também dá pano pra manga para nós ilustradores.

Hoje mesmo respondi um email de uma moça que me contou o quanto estava desanimada com a área, que tinha passado por maus bocados, mas que sentia que aquilo era o que ela queria fazer. Ouvi um podcast de criação que dizia sobre formas de encontrar sua própria voz na ilustração. Numa palestra sobre zen budismo, a frase “existe algo dentro de nós que procura” ficou na minha cabeça. Assisti um vídeo lindo essa semana, de senhoras falando sobre se preocupar mais em ser do que em fazer. Não é coincidência. 

Entre tantos temas, o filme fala sobre a busca da própria identidade e eu desconfio seriamente que na ilustração quem se sente realizado e feliz na profissão é o cara que está disposto a essa procura. Não é a tablet, não é o software. Mas o que está no nosso DNA e taí algo que nunca poderá ser manipulado. Quando você entende isso, o teu trabalho muda e você vai conseguir se manter na lida. E se a gente se propõe a essa busca, é certo que nem tudo será o sol do Teletubbies. E aí eu chego num outro ponto crucial para o ilustrador: enfrentar suas falhas e os tropeços pelo caminho. Você está correndo com vontade e dá uma topada estratosférica no dedinho do pé. Você não tava esperando, vê estrelas. Tudo bem, o dedinho do pé tem uma força inacreditável. Xingou? Chorou? Beleza, continua. Esses são os seus “glitches”. No filme ele são definidos como “falhas” do sistema, mas é isso que impulsiona a Major a continuar em frente. Vou te dar uns minutos pra pensar na beleza desse pensamento…sério.

O que eu noto é que existe um movimento grande de ilustradores temerosos. E eu não digo isso olhando a distância, mas com propriedade. Tirando o Demolidor, todo mundo tem medo de alguma coisa – mas tem que ver o quanto isso está te atrapalhando. O medo de ser rejeitado está nos top 5, concorda? Medo de mirar em objetivos grandiosos também está ali, no topo da lista. E esse último não envolve necessariamente um job pra Disney, mas desenhar um personagem novo todo dia, sem o objetivo de validação nas redes sociais, mas de ter o prazer de ver sua própria evolução acontecendo ali na sua frente, em tempo real. O quão grandioso é isso?

A real é que a gente não se encontra como ilustrador, porque tem a mania de esconder os erros, de varrê-los sem dó pra debaixo do tapete. Afinal, crescemos numa sociedade que enaltece o acerto, a vitória. Ninguém dá uma medalha de “parabéns, você se arriscou”. Mas como ilustradores (e importante frisar, seres humanos), não podemos encarar isso como uma verdade. Se você não conseguiu desenhar aquela mão do jeito que imaginou, não a coloque no bolso. Isso é trapaça, com você mesmo. Rabisque até conseguir. Desenhe 50 vezes se precisar. Preciso te falar que trabalhar com ilustração é isso – tem que ser casca grossa. Nunca desistir, entender o que te impulsiona, correr atrás e sempre que der, se jogar inteiramente nisso e curtir a jornada. 

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Você sabe o que tem que fazer. Close your eyes and jump, baby. 

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O PROJETO CURADORIA & AS PESSOINHAS DA VIDA

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Recebi o email da querida Nini Ferrari me convidando para participar do seu mais novo projeto: uma seleção de entrevistas com mulheres criativas ao redor do mundo. A ideia é que 365 mulheres sejam entrevistadas (tem entrevista nova todo dia, pega essa!) e digam como se expressam, como se sentem em relação a sua criatividade e falem sobre inspirações e obstáculos da vida. Já tem muita gente porreta que descobri por lá e fiquei mó feliz de fazer parte desse grupo danado de bom! 

Engraçado que lendo a entrevista agora, me dei conta de que falei pra caramba – pra variar – mas que também citei muita gente do bem que me ajudou/ajuda a ser uma ilustradora melhor todos os dias. Tem meu maridón, companheiro de tudo, o meu professor de desenho Stephen Silver, o meu hermano Bruno Regalo, clientes do coração como o Dil Mota e o Grupo Armação, meu professor dos tempos da facu Antônio Pinto e até minha amiga da vida toda, a Vah. Independente se são da área de ilustração, o que importa é enxergar que todo mundo pode somar na sua carreira. Aprendi com o seu Luiz, meu eletricista dos tempos de Curitiba, que trabalhar com amor é o melhor jeito de sempre ter trabalho. Também aprendi com a minha querida chefa, a Maika, que pensamentos positivos te empurram pra frente. Vira e mexe meus pais me dão uma aula de persistência. É bom a gente nunca esquecer das raízes, de gente que compartilhou esse tipo de conhecimento sem querer nada em troca. 

São as pessoas que fazem toda a diferença e nós ilustradores temos que ficar mais atentos a isso.  Ô mania de ermitão que a gente tem. Não pense que ficar desenhando por toda a eternidade e achar que não precisa de ninguém pra melhorar vai dar pé. Nem só de um traço bom vive um ilustrador. Vamos contar mais um com o outro e principalmente, enxergar inspiração onde não está muito na cara. Ás vezes você nem precisa ficar assistindo palestras do TEDx, é só olhar para os lados. 

Pra conferir a minha entrevista, é só dar um pulo aqui. 

Nini, muito obrigada pelo convite. Uma honra participar do seu projeto! Que ele te traga muitas coisas boas <3

Espero que curtam, ilustríssimos. Eu estava com saudades :*

Beijos e queijos

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SAINDO DA TOCA: DESENHANDO NO MUSEU DE ARTE DE ONTÁRIO

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Hoje estamos cultos, transgressores, reflexivos. Esse post é pra quem reclama que está com bloqueio criativo, que não consegue destravar a munheca, que se sente incapaz de desenhar fora de casa. Então dá a mãozinha aqui, que eu vou te levar comigo pra ver como dá pra tirar muita inspiração do mundão que está lá fora e como isso pode te dar combustível para os jobs do dia a dia e também para os seus projetos pessoais 😉 Você não precisa levar um arsenal imenso: uns dois lápis, borracha, um sketchbook de capa dura e sua cabeça bem aberta e relaxada. Se quiser, finalize em casa, mas a ideia aqui é tentar fazer o máximo que der fora de casa!

E nesse primeiro vídeo da série Saindo da Toca, vamos visitar o Museu de Arte de Ontário e desenhar como le gusta, ilustríssimos. Afinal, não é todo dia que você desenha junto com Rembrandt, então vamos aproveitar a oportunidade?! Vamos. Mas lógico que eu não conseguiria só desenhar de boas. Também atrapalhei um grupo de visitantes e fiz vergonheira em público quando vi meu quadro preferido de Andy Warhol. Achegue-se:

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COMO SER MAIS LEGAL NO BEHANCE (E DE QUEBRA ATRAIR PROJETOS)

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Eu dei risada aqui com o primeiro título que pensei para este post: como o Behance mudou minha vida. Porque se for substituir a palavra Behance por Ioga, Você, Veganismo também dá samba, de um jeito meio cafona, mas dá. Bom, sempre fui péssima em títulos, desde a época da escola e aí penso que tem coisas que não mudam mesmo. Enfim, tirando a minha abstração com o título, eu resolvi falar sobre como o Behance já me ajudou nessa vida de ilustração e te dar dicas-golden-plus que aprendi na prática. Não carrego milhões de seguidores e curtidas, mas o Behance sempre atraiu projetos. E não é pra isso que estamos aqui?! 

Se tem um jeito de você ganhar visibilidade nessa rede é através da Curadoria do Behance (Curated Galleries). Diariamente a equipe da rede escolhe os melhores trabalhos e quando o seu projeto é selecionado você vai se sentir feliz porque estará numa galeria VIP e o seu projeto ganhará uma singela tag, tipo uma estrela no seu caderno de artes. Essa galeria estará lá para os visitantes, pessoas maravilhosas que estão procurando profissionais também maravilhosos. Tá Clau, mas como faz pra entrar nessa parada de sucesso e divulgar meu portfólio? Na verdade tem N fatores que são avaliados: qualidade, originalidade, interação, imagens em alta e o cuidado em apresentar o trabalho. Desconfio que existem alguns outros motivos que ninguém comenta, mas eis o que descobri como usar o Behance e o que realmente funciona e deve ser levado em consideração por você, ilustríssimo.

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