UMA ILUSTRADORA NO CANADÁ PARTE 1: UM PLANO SEM PLANO E AS MALAS

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Quem me conhece sabe o quanto o planejamento é uma etapa fundamental no meu processo criativo. Chegou a beirar a neurose. E eu vivo falando disso no Curso de Ilustração, sempre indico porque é o que funciona pra mim. Bom, eis que há dois anos, eu e meu marido decidimos que nos mudaríamos para o Canadá e que viveríamos o sonho torontense. E nos planejamos muito, no mais profundo segredo e arcando com as consequências de furar saídas com amigos e ficar dois anos sem tirar férias, trabalhando feito loucos para juntar o máximo de moedinhas. Bom, mas o que interessa aqui é o quanto esse tipo de escolha e mudança de rumos da vida, afetará mi vida di ilustradora.

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COMO FOI O PROCESSO CRIATIVO DA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO

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Vamos a Escolaaaa, toda hora é horaaaa!

Rosquinhas, o segundo vídeo do canal está no ar e já estamos na área novamente 😀 Pra você que não estava sabendo, nessas últimas semanas estivemos OFF na Borogodó porque nos mudamos de país! Bom, parte de nossa trupe ficou em terras tupiniquins, mas agora resolvemos expandir os horizontes, estudar aqui no Canadá e nos tornarmos pessoas mais legais, sinceras e amigas. Bom, mas isso é tema de ouuutro post! Esse aqui é dedicado exclusivamente ao processo criativo do nosso mais recente projeto pessoal, da Escolinha do Professor Raimundo. Lógico que todo criativo que se preze ama saber os bastidores de projetos de ilustração, então to aqui pra compartilhar! Estamos super felizes com o resultado do projeto, que nos rendeu posts bem queridos em lugares como Zupi, Comunicadores, Follow the Colours, um email cheio de dengo do Canal Viva e um snap da diva Dani Calabresa (que interpreta a the one and only Catifunda, nessa nova versão da escolinha do Professor Raimundo).

Bom, bora assistir o vídeo sobre Processos Criativos e fazer todo aquele trem de coisas que vlogueiros pedem: curtam, compartilhem e assinem o canal, porque coisas lindas virão.

E eu volto, é vapt-vupt. hehe.

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COMO ESCOLHER SEU SKETCHBOOK… UNI-DU-NI-TÊ!

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Em tempos de softwares, tablets e uma boa parte da vida profissional em frente a um computador, sempre que recebo um email de alguém perguntando sobre o universo analógico, me emociono profundamente. 

Porque na minha cabeça (e de tantos outros ilustradores) o sketchbookesse livreto de páginas em branco cheio de potencialdeveria ter muito mais relevância na vida de um ilustrador do que qualquer tablet ou software. Sim, eu sei. A gente se deslumbra, eles facilitam a vida, mas estamos falando de papel, a ferramenta mais primária e insubstituível na vida de quem trabalha com ilustração. 

Lá no Curso Carreira Ilustrador (que se você não tá sabendo, é lindo e tá aqui ó) dedico um dos capítulos pra falar exclusivamente do sketchbook: como ser mais produtivo e como escolher o ideal. Porque agora temos tantas infinitas opções, que isso também é a causa de muita confusão e o risco de rolar uma compra mal feita. Por isso, aqui eu selecionei algumas dicas de coisas que você deve levar em consideração na hora de escolher seu sketchbook-amigo:

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Misturando diferentes técnicas e estilos na ilustração

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Eu sou o que chamam por aí de vector lover. Ou seja, a maluca por vetor, que nada mais é do que uma ilustração formada por pontos matemáticos, que na prática permitem que você aumente e diminua seu desenho sem perder qualidade – em programas como o Illustrator, da Adobe. Mas no decorrer da minha vida trabalhando com ilustração ou simplesmente praticando, tive contato com algumas outras técnicas de desenho. E muita gente já veio me perguntar se deve testar outras formas de ilustrar, se isso vai fazer com que se perca o estilo próprio ou que até mesmo descobrir uma forma de ser mais comercial. Nesse último quesito há muitas controvérsias, mas sim, existe essa coisa da ilustração ter uma estilo mais comercial, que cai nas graças de determinados nichos e viram tendências. Eu já conversei com muitos editores de arte que montam livros, principalmente os didáticos e paradidáticos que buscam por artistas vetoriais, pela flexibilidade e principalmente pela rapidez nas entregas. Assim como editoras e agentes que não aceitam técnica digital, principalmente vetor.

Mas a questão aqui é te falar que se aventurar em experiências com diferentes técnicas de desenho e estilos é uma forma de evoluir como ilustrador. E uma das dicas que dou é começar a fazer isso agora (não amanhã ou pra depois) e reservar um cofrinho só para compra de materiais diferentes. Eu admito, tenho problemas seríssimos em usar canetas e lápis que sei que são ótimos. Na minha primeira viagem para a terra do Obama (e oremos, será em breve a de Hillary). a.k.a Estados Unidos, que fiz há uns 4 anos, me joguei na loja de artes Sam Flax e comprei os mais diferentes tipos de acessórios, coisas que não tem por aqui. Ainda tenho muitos deles, só porque fico com dó de usar. Não faz sentido, então não faça como eu. Temos que usar tudo sim, deixar lápis cotocos e canetas secas de tanto uso. E sair daquele lugar confortável que muitas vezes estamos há tempos e isso não significa perca de identidade, mas uma vontade de explorar as infinitas possibilidades de deixar o seu trabalho melhor.

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Essa ilustração da Frida Kahlo foi pura experimentação de duas técnicas. Colagem e vetor, ninguém diria que daria samba e sem dúvida, essa é uma das minhas ilustras mais populares, publicada em lugares mucho bacanas. Mas aí é que tá: na época eu não tive nenhuma preocupação de fazer uma ilustração comercial ou que agradasse aos outros, o intuito era o experimento e a inspiração no livro Segredos de Frida Kahlo, que tinha lido recentemente. Assim como a experimentação que fiz numa aula de Tipografia, pra criar minha versão de Alice, que está no topo desse post.

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Filmes que todo ilustrador deve assistir

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Se tem uma coisa que amo além de ilustração, é cinema. Sou daquelas pessoas que lembram de trechos, falas e que assistem mil vezes o mesmo filme. Então como esse espaço tem o objetivo de ser um lugar que só recebe gente boa, amiga, irmã camarada, resolvi compartilhar esse pedacinho de mim e indicar filmes, curtas e documentários que podem ser muito úteis pra sua carreira de ilustrador ou pra sua vida como um todo, porque né?! Não sou nenhuma entendida de cinema, mas sem dúvida sou uma espectadora entusiasta, empolgadíssima. Dessa vez selecionei 5 filmes/documentário/curta que foram muito inspiradores pra mim. Daqueles que são perfeitos pra dar aquele respiro amigo no meio da correria, mas sem largar mão do universo criativo que a gente tanto ama! Boris lá?

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A Busca pelo traço original e como estudar referências na ilustração

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Eu estava em uma aula de História da Arte quando o céu se abriu: o professor apresentou uma série de artistas que tiveram influências muito fortes em seus trabalhos. Talvez você não saiba que Hieronymus Bosch estava numa vibe surrealista bem antes do autor do relógio derretido, Salvador Dali – considerado uma das pessoas mais originais que já existiram. E não, minha intenção não é por à prova alguém tão gente boa como ele e seu bigode, mas te lembrar que grandes mestres também foram influenciados, querendo ou não.

E você já parou pra perceber como a gente tem mania de achar que essas pessoas são escolhidas a dedo pelo universo e que são totalmente diferentes de nós? Por isso, eu estou aqui numa tentativa de tirar um pouco dessa angústia que muito ilustrador tem de desenvolver um traço único, jamais visto na face da terra. Todo mundo sabe que isso existe, mas ninguém comenta.

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