COMO SER MAIS LEGAL NO BEHANCE (E DE QUEBRA ATRAIR PROJETOS)

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Eu dei risada aqui com o primeiro título que pensei para este post: como o Behance mudou minha vida. Porque se for substituir a palavra Behance por Ioga, Você, Veganismo também dá samba, de um jeito meio cafona, mas dá. Bom, sempre fui péssima em títulos, desde a época da escola e aí penso que tem coisas que não mudam mesmo. Enfim, tirando a minha abstração com o título, eu resolvi falar sobre como o Behance já me ajudou nessa vida de ilustração e te dar dicas-golden-plus que aprendi na prática. Não carrego milhões de seguidores e curtidas, mas o Behance sempre atraiu projetos. E não é pra isso que estamos aqui?! 

Se tem um jeito de você ganhar visibilidade nessa rede é através da Curadoria do Behance (Curated Galleries). Diariamente a equipe da rede escolhe os melhores trabalhos e quando o seu projeto é selecionado você vai se sentir feliz porque estará numa galeria VIP e o seu projeto ganhará uma singela tag, tipo uma estrela no seu caderno de artes. Essa galeria estará lá para os visitantes, pessoas maravilhosas que estão procurando profissionais também maravilhosos. Tá Clau, mas como faz pra entrar nessa parada de sucesso e divulgar meu portfólio? Na verdade tem N fatores que são avaliados: qualidade, originalidade, interação, imagens em alta e o cuidado em apresentar o trabalho. Desconfio que existem alguns outros motivos que ninguém comenta, mas eis o que descobri como usar o Behance e o que realmente funciona e deve ser levado em consideração por você, ilustríssimo.

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VERDADES E MENTIRAS SOBRE VENDER PRODUTOS COM SUAS ILUSTRAÇÕES (PARTE 2)

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Há algumas semanas eu escrevi um post falando sobre algumas coisas que aprendemos aqui no Estúdio tendo uma Lojinha online e vocês, rosquinhas lindas do meu core, curtiram muito e pediram bis. O legal desse espaço é botar em discussão algumas coisas que ouvimos falar por aí e avaliar se na prática dá certo, sem firulas, listas marketeiras ou depoimentos aleatórios. E uma coisa essencial e que tem praticamente base num pensamento científico (rá): experimentar. Com certeza aprendemos com os erros dos outros, mas isso não quer dizer exatamente que dará errado com você 😀 Então, fica à vontade pra provar o contrário e se joga.

VERDADE: VOCÊ VAI PRECISAR CONHECER SEUS FORNECEDORES.

Indo na lógica de que você não optou por uma plataforma que faz a parte da produção, conhecer bem os fornecedores será um dos pontos mais importantes para sua lojinha. Ter gente que você confia, tanto em relação a qualidade como prazos, é essencial pra tocar sua Loja sem dor de cabeça! Acredite, nada nessa vida é realizada sem um coletivo, portanto mesmo que somente você abra uma loja, outras pessoas farão parte disso.

Fora que é uma delícia entender melhor os processos! Designers de plantão concordarão comigo, né?! Além de você poder avaliar de perto a qualidade do trabalho do fornecedor, ter esse contato direto é também uma forma de conhecer outras possibilidades de processos e se aventurar em diferentes superfícies. Por isso, vá visitar seu fornecedor e acompanhe as primeiras produções de perto! Além do fato de que você começa a pegar algumas manhas de como chegar em tons específicos e manjar de uma parte mais técnica da ilustração. Afinal, de nada adianta uma ilustração linda no computador, se no produto final ficar um cocô. Num dá.

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UMA ILUSTRADORA NO CANADÁ PARTE 1: UM PLANO SEM PLANO E AS MALAS

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Quem me conhece sabe o quanto o planejamento é uma etapa fundamental no meu processo criativo. Chegou a beirar a neurose. E eu vivo falando disso no Curso de Ilustração, sempre indico porque é o que funciona pra mim. Bom, eis que há dois anos, eu e meu marido decidimos que nos mudaríamos para o Canadá e que viveríamos o sonho torontense. E nos planejamos muito, no mais profundo segredo e arcando com as consequências de furar saídas com amigos e ficar dois anos sem tirar férias, trabalhando feito loucos para juntar o máximo de moedinhas. Bom, mas o que interessa aqui é o quanto esse tipo de escolha e mudança de rumos da vida, afetará mi vida di ilustradora.

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COMO FOI O PROCESSO CRIATIVO DA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO

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Vamos a Escolaaaa, toda hora é horaaaa!

Rosquinhas, o segundo vídeo do canal está no ar e já estamos na área novamente 😀 Pra você que não estava sabendo, nessas últimas semanas estivemos OFF na Borogodó porque nos mudamos de país! Bom, parte de nossa trupe ficou em terras tupiniquins, mas agora resolvemos expandir os horizontes, estudar aqui no Canadá e nos tornarmos pessoas mais legais, sinceras e amigas. Bom, mas isso é tema de ouuutro post! Esse aqui é dedicado exclusivamente ao processo criativo do nosso mais recente projeto pessoal, da Escolinha do Professor Raimundo. Lógico que todo criativo que se preze ama saber os bastidores de projetos de ilustração, então to aqui pra compartilhar! Estamos super felizes com o resultado do projeto, que nos rendeu posts bem queridos em lugares como Zupi, Comunicadores, Follow the Colours, um email cheio de dengo do Canal Viva e um snap da diva Dani Calabresa (que interpreta a the one and only Catifunda, nessa nova versão da escolinha do Professor Raimundo).

Bom, bora assistir o vídeo sobre Processos Criativos e fazer todo aquele trem de coisas que vlogueiros pedem: curtam, compartilhem e assinem o canal, porque coisas lindas virão.

E eu volto, é vapt-vupt. hehe.

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COMO ESCOLHER SEU SKETCHBOOK… UNI-DU-NI-TÊ!

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Em tempos de softwares, tablets e uma boa parte da vida profissional em frente a um computador, sempre que recebo um email de alguém perguntando sobre o universo analógico, me emociono profundamente. 

Porque na minha cabeça (e de tantos outros ilustradores) o sketchbookesse livreto de páginas em branco cheio de potencialdeveria ter muito mais relevância na vida de um ilustrador do que qualquer tablet ou software. Sim, eu sei. A gente se deslumbra, eles facilitam a vida, mas estamos falando de papel, a ferramenta mais primária e insubstituível na vida de quem trabalha com ilustração. 

Lá no Curso Carreira Ilustrador (que se você não tá sabendo, é lindo e tá aqui ó) dedico um dos capítulos pra falar exclusivamente do sketchbook: como ser mais produtivo e como escolher o ideal. Porque agora temos tantas infinitas opções, que isso também é a causa de muita confusão e o risco de rolar uma compra mal feita. Por isso, aqui eu selecionei algumas dicas de coisas que você deve levar em consideração na hora de escolher seu sketchbook-amigo:

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Misturando diferentes técnicas e estilos na ilustração

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Eu sou o que chamam por aí de vector lover. Ou seja, a maluca por vetor, que nada mais é do que uma ilustração formada por pontos matemáticos, que na prática permitem que você aumente e diminua seu desenho sem perder qualidade – em programas como o Illustrator, da Adobe. Mas no decorrer da minha vida trabalhando com ilustração ou simplesmente praticando, tive contato com algumas outras técnicas de desenho. E muita gente já veio me perguntar se deve testar outras formas de ilustrar, se isso vai fazer com que se perca o estilo próprio ou que até mesmo descobrir uma forma de ser mais comercial. Nesse último quesito há muitas controvérsias, mas sim, existe essa coisa da ilustração ter uma estilo mais comercial, que cai nas graças de determinados nichos e viram tendências. Eu já conversei com muitos editores de arte que montam livros, principalmente os didáticos e paradidáticos que buscam por artistas vetoriais, pela flexibilidade e principalmente pela rapidez nas entregas. Assim como editoras e agentes que não aceitam técnica digital, principalmente vetor.

Mas a questão aqui é te falar que se aventurar em experiências com diferentes técnicas de desenho e estilos é uma forma de evoluir como ilustrador. E uma das dicas que dou é começar a fazer isso agora (não amanhã ou pra depois) e reservar um cofrinho só para compra de materiais diferentes. Eu admito, tenho problemas seríssimos em usar canetas e lápis que sei que são ótimos. Na minha primeira viagem para a terra do Obama (e oremos, será em breve a de Hillary). a.k.a Estados Unidos, que fiz há uns 4 anos, me joguei na loja de artes Sam Flax e comprei os mais diferentes tipos de acessórios, coisas que não tem por aqui. Ainda tenho muitos deles, só porque fico com dó de usar. Não faz sentido, então não faça como eu. Temos que usar tudo sim, deixar lápis cotocos e canetas secas de tanto uso. E sair daquele lugar confortável que muitas vezes estamos há tempos e isso não significa perca de identidade, mas uma vontade de explorar as infinitas possibilidades de deixar o seu trabalho melhor.

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Essa ilustração da Frida Kahlo foi pura experimentação de duas técnicas. Colagem e vetor, ninguém diria que daria samba e sem dúvida, essa é uma das minhas ilustras mais populares, publicada em lugares mucho bacanas. Mas aí é que tá: na época eu não tive nenhuma preocupação de fazer uma ilustração comercial ou que agradasse aos outros, o intuito era o experimento e a inspiração no livro Segredos de Frida Kahlo, que tinha lido recentemente. Assim como a experimentação que fiz numa aula de Tipografia, pra criar minha versão de Alice, que está no topo desse post.

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